Mais um presente dos EUA para os povos latinoamericanos

10 06 2011

Governo dos EUA admitiu oficialmente os “experimentos” que transformaram 1500 latino-americanos em ratos descartáveis de laboratório nos anos 40.

Clique AQUI para ver a notícia original.

Clique AQUI para ver a tradução parcial para o português.

‎”Cientistas” e oficiais do nosso grande amigo do norte, os EUA, infectaram à força 1500 órfãos, soldados, prisioneiros, prostitutas e pacientes de hospitais psiquiátricos com sífilis, gonorréia e cancro mole para “pesquisar” os efeitos da penicilina!

Não se sabe quantos descendentes dessas cobaias humanas, na Guatemala, contraíram sífilis congênita e a propagaram para seus filhos e netos, até hoje… Magnífico presente para um país miserável, sem um sistema de saúde minimamente constituído.

E não foi um jornaleco comunista que divulgou isso não, foi o importante jornal inglês The Guardian, em uma matéria publicada anteontem.

Note-se que isso aconteceu em um dos países mais submissos aos EUA em todo o hemisfério. Esse foi o pagamento que seu povo recebeu.

Nossa valorosa mídia verde-amarela, claro, sempre alerta e pronta a nos munir das informações mais importantes, não divulgou nada…





“Olho por olho e acabaremos todos cegos” (Gandhi)

5 05 2011

Ok. Os Estados Unidos tem apoiado, financiado e treinado grupos e governos terroristas nos últimos 60 anos. Alguém vai pagar por isso? Bin Laden era um terrorista. E o governo dos EUA? Seu apoio ao Taleban, a Sadam Hussein, Pinochet e tantos outros deve ser esquecido?

E quanto à “operação” que assassinou Bin Laden? Assim como seu aluno, Uribe, que ordenou que forças colombianas entrassem sem autorização no vizinho Equador para assassinar opositores, o governo dos EUA e o governo de Israel tem estabelecido como normalidade o ato de entrar em qualquer país e assassinar quem eles queiram, sem julgamento, sem lei. Isso é diferente do que Bin Laden fez? Afora a quantidade de vítimas e o poder de fogo dessas potências, o que as diferencia, moralmente, de terroristas como Bin Laden?

Por que EUA e Israel são praticamente os únicos países que não aceitam o Tribunal Penal Internacional? Por que eles violam continuamente as resoluções da ONU? Por que só eles podem ter arsenais nucleares à vontade?

São perguntas que raramente vemos na mídia empresarial submissa. Mas se o governo dos EUA instaura e legitima o vale-tudo, precisamos nos perguntar sobre quem é a maior ameaça à segurança e à estabilidade mundiais.

O melhor comentário talvez seja a charge do gaúcho Santiago, feita há tempos atrás mas infelizmente sempre atual:

* CORREÇÃO: com base no blog da Mariafro, eu tinha dito aqui que o nosso Chanceler tinha considerado “positiva” a operação totalmente ilegal e imoral dos EUA. Mas não consegui confirmar essa afirmação em lugar algum. Pode ter havido um engano ou uma manipulação das palavras de Patriota. Peço desculpas aos leitores por ter acreditado na informação do referido blog sem confirmá-la primeiro.





Abaixo-assinado em defesa de Julien Assange e do Wikileaks

10 12 2010

Em mais um capítulo da saga da liberdade de expressão e dos direitos humanos sob o capitalismo, EUA, Reino Unido e Suécia perseguem, ameaçam de morte e prendem Julien Assange, culpado do terrível crime de divulgar o genocídio praticado por essas potências no Iraque, as tramas para desestabilizar governos democráticos etc.

Cadê a liberdade de expressão?

Eis o link para quem quiser manifestar apoio a essa causa – por volta do meio-dia de 10 de dezembro, já tinha 400 mil assinaturas de pessoas do mundo todo.

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/97.php

Ah, em tempo: vejam o blog da Natalia Viana (Carta Capital) comentando os vazamentos do Wikileaks! Imperdível.

http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/





Para entender como o Haiti se tornou o que é

20 01 2010

Artigo do Eduardo Galeano em http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4240/9/

Vejam um pequeno trecho:

“Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando alcançaram seus dois objetivos: cobrar as dívidas do City Bank e revogar o artigo constitucional que proibia a venda de terras aos estrangeiros. Robert Lansing, então secretário de Estado, justificou a prolongada e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de se governar por si mesma, que possui “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia elaborado anteriormente a sagaz idéia: “Esse é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que tinham deixado os franceses”.

O Haiti havia sido a pérola da corona, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com força de trabalho escrava. No espírito das leis, Montesquieu o havia explicado sem travas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos para sua produção. Esses escravos são negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão esmagado que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma e, sobretudo, uma alma boa num corpo inteiramente negro”.