Fluxo de consciência entre a Praça do Congresso e o Largo de São Sebastião

10 06 2014

Manaus, metrópole cabocla. Em todos os sentidos.

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Não sei se a arquitetura manauara era kitsh em 1910. É possível. Mas para mim os casarões do ciclo da borracha são lindos. Não tenho tanta certeza se o kitsh de hoje será lindo daqui a cem anos.

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Uma das coisas que lembro de Manaus do tempo de criança é que a Fanta daqui era muito mais escura. Dizia-se que era por causa da água do Rio Negro. Até hoje me pergunto se isso era folclore.

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Manaus é um enigma fascinante para a História, para a Sociologia, para a Antropologia. Gosto muito dessa cidade, mesmo com todas as suas contradições. Mas admito que visita-la é um golpe para a autoestima de um roraimense: se Manaus é provinciana, Boa Vista é o quê?

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A “França Equinocial” micou, sob o ataque dos luso-brasileiros no século XVII. Mas quem diria que os ricaços da borracha ergueriam a versão delirante de uma Paris equatorial no final do XIX? Seu cimento era o suor dos seringueiros tapuios e nordestinos.

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