A educação alguma vez foi prioridade nacional?

24 06 2011

Para apoiar a manifestação:

Petição Manifesto dos Educadores e Defensores da Causa da Educação Pública em Solidariedade a Luta dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N11624

MANIFESTO DOS EDUCADORES E DEFENSORES DA CAUSA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA EM SOLIDARIEDADE A LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Após infrutíferas tentativas de negociação, que se arrastam por anos, os profissionais da educação do Estado do Rio de Janeiro, em concorrida Assembléia, realizada no dia 7 de junho de 2011, decidiram deflagrar greve. Atualmente, um professor graduado recebe R$ 750,00 brutos e um funcionário tem piso de 433,00. Somente em 2011, 2,4 mil professores pediram exoneração por completa falta de perspectiva de valorização profissional. A questão afeta a formação de novos professores nas universidades, pois, concretamente, muitos avaliam que a opção pela educação pública implica privações econômicas insuportáveis. As principais reivindicações da greve objetivam criar um patamar mínimo para que a escola pública estadual possa ser reconstruída: reajuste de 26%, incorporação da gratificação do “Nova Escola”, liberação de 1/3 da jornada de trabalho para preparação de aulas, atendimento a estudantes, participação em reuniões etc., eleições diretas nas escolas e melhoria da infraestrutura geral da rede.

Compreendemos que a greve não é episódica e conjuntural. Ao contrário, está inscrita em um escopo muito mais amplo: objetiva sensibilizar a sociedade brasileira para uma das mais cruciais questões políticas não resolvidas da formação social brasileira: o reduzido montante de recursos estatais para a educação pública acarretando um quadro de sucateamento da rede pública e a paulatina transferência de atribuições do Estado para o mercado, por meio de parcerias público-privadas.

Interesses particularistas de sindicatos patronais, de corporações da mídia, do agronegócio e, sobretudo, do setor financeiro arvoram-se o direito de educar a juventude brasileira. Para montar máquinas partidárias, diversos governos abrem as escolas à uma miríade de seitas religiosas retrocedendo no valor da escola laica.

Estamos cientes de que não é um exagero afirmar que o futuro da escola pública está em questão. A luta dos trabalhadores da educação do Rio de Janeiro é generosa, resgata valores fundacionais para uma sociedade democrática e, por isso, nos solidarizamos, fortemente, com a luta em curso. Os recursos existem, desde que a educação seja uma prioridade. Por isso, instamos o governador Sérgio Cabral a negociar de modo verdadeiro com o SEPE, objetivando resolver a referida agenda mínima e a restabelecer o diálogo com os educadores comprometidos com a educação pública, não mercantil, capaz de contribuir para a formação integral das crianças e dos jovens do Estado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2011

Primeiros signatários:

NOME /INSTITUIÇÃO

Roberto Leher – UFRJ
Carlos Nelson Coutinho – UFRJ
Gaudêncio Frigotto – UERJ
Virginia Fontes –UFF/ Fiocruz
Anita Leocádia Prestes -UFRJ
Marcelo Mattos Badaró – UFF
Ceci Juruá – UFRJ
Anita Handfas –UFRJ
Jailson dos Santos – UFRJ
Lorene Figueiredo –UFF
Ângela Siqueira –UFF
Lia Tiriba, UFF/ UNIRIO
Angela Rabello Maciel de Barros Tamberlini – UFF
José Luiz Antunes –UFF
Cecília Goulart- UFF
Iolanda de Oliveira – UFF
Cristina Miranda -UFRJ
Sara Granemann – UFRJ
Janete Luzia Leite – UFRJ
Fernando Celso Villar Marinho – UFRJ
Clara de Goes – UFRJ
José Miguel Bendrao Saldanha –UFRJ
Lenise Lima –UFRJ
Cleusa Santos –UFRJ
Vera Maria Martins Salim – UFRJ
Leandro Nogueira S. Filho – UFRJ
Letícia Legay – UFRJ
Luis Eduardo Acosta – UFRJ
Regina H Simões Barbosa – UFRJ
Francisco José da Silveira Lobo Neto – Fiocruz
Salatiel Menezes – UFRJ
Ana Maria Lana Ramos – UFF
Maria Inês Souza Bravo -UERJ
José Henrique Sanglard – EP/UFRJ

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Mais um presente dos EUA para os povos latinoamericanos

10 06 2011

Governo dos EUA admitiu oficialmente os “experimentos” que transformaram 1500 latino-americanos em ratos descartáveis de laboratório nos anos 40.

Clique AQUI para ver a notícia original.

Clique AQUI para ver a tradução parcial para o português.

‎”Cientistas” e oficiais do nosso grande amigo do norte, os EUA, infectaram à força 1500 órfãos, soldados, prisioneiros, prostitutas e pacientes de hospitais psiquiátricos com sífilis, gonorréia e cancro mole para “pesquisar” os efeitos da penicilina!

Não se sabe quantos descendentes dessas cobaias humanas, na Guatemala, contraíram sífilis congênita e a propagaram para seus filhos e netos, até hoje… Magnífico presente para um país miserável, sem um sistema de saúde minimamente constituído.

E não foi um jornaleco comunista que divulgou isso não, foi o importante jornal inglês The Guardian, em uma matéria publicada anteontem.

Note-se que isso aconteceu em um dos países mais submissos aos EUA em todo o hemisfério. Esse foi o pagamento que seu povo recebeu.

Nossa valorosa mídia verde-amarela, claro, sempre alerta e pronta a nos munir das informações mais importantes, não divulgou nada…





Teatro: Navalha na Carne, de Plínio Marcos.

6 06 2011

O ótimo grupo Arteatro apresenta Navalha na Carne, de Plínio Marcos, no Teatro do Sesc Mecejana, dia 9 de junho às 20 horas. Imperdível.

O texto, do autor brasileiro Plínio Marcos, é voltado para o público adulto e aborda o tema prostituição. A peça conduz a uma profunda reflexão acerca do homem e seus conflitos internos, exaltados pela mistura de sentimentos como orgulho, egoísmo, amor e ódio.