Jornalismo maroto

8 04 2009

Hoje, na Rede Amazônica, o noticiário regional mencionou o aquartelamento e a greve da PM de Roraima. Entrevistaram o comandante da PM, que explicou que os policiais em greve serão presos por sessenta dias e responderão na Justiça militar por deserção. Entrevistaram alguém do movimento grevista? Algum bombeiro, algum soldado, alguma liderança? Não.

Este é o padrão da grande mídia conservadora. Não foi uma “falha”, um lapso, um deslize. Não é exceção ouvir somente um lado, negando ao outro lado (sempre os movimentos sociais, a contestação do status quo) a voz, o direito à existência mesmo. É como se só existisse sempre uma versão. O outro lado não existe. Exceção é quando essa mídia ouve o outro lado e permite que o leitor ou espectador tenha acesso a uma notícia mais equilibrada.

Somente poucos veículos da mídia seriam capazes de fazer uma perguntinha tão simples quanto óbvia ao comando da PM: ” Senhor comandante, os crimes atribuídos a oficiais serão investigados e punidos com a mesma celeridade?”

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