Sábado passado resolvi dar uma de turista. Passei pelas principais atrações culturais e esportivas da cidade. Não cheguei muito perto do Canarinho – confesso que não sou corajoso a ponto de entrar em edifícios condenados.

Já no desconjuntado Teatro Carlos Gomes, que já teve dias melhores, tirei algumas fotos. Vê-se que a programação do teatro está “bombando”.
Já cheio de orgulho e gratidão pelo excelente trabalho de nossas autoridades estaduais e municipais, dirigi-me ao Palácio da Cultura Nenê Macagge, mas estava fechado. Lembrei-me de que não se encontra para aquisição um único livro de Nenê Macagge, nossa maior escritora. Simplesmente, seus livros não são reeditados. Mas para quê, né? Basta ver as capas dos livros pela vitrine que montaram no Palácio da Cultura.
Dizia a Folha de Boa Vista em 25 de fevereiro de 2011: “Durante o ensaio para a colação de formatura de dez turmas da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que aconteceria na noite de ontem, uma parte do forro do auditório desabou.” (para ver a matéria e a foto do teto caído, vá em http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=104110&sms_ss=facebook&at_xt=4d67b1660fdf698e%2C0).
Isso mostra o enorme valor que nossos governantes conferem à cultura em nosso estado! Cada vez mais feliz com nossa classe política, caminhei até a Casa de Cultura Madre Leotávia:
Não cheguei muito perto, claro, por medo de cair um pedaço do reboco na minha cabeça. Mas essa Casa de Cultura, abandonada há tempos, é o melhor retrato da proposta cultural de nossa classe política. É ou não é?
Em abril de 2010, “o Ministério Público Estadual (MPE) protocolou ação civil pública contra o Estado de Roraima para obrigá-lo a reformar a Casa de Cultura Madre Leotávia Zoller, por descumprimento da legislação estadual no que tange à conservação de patrimônio cultural devidamente tombado como “patrimônio cultural dos roraimenses”.” A notícia está na Folha: http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=100271
Decidi caminhar um pouco no Parque Anauá. Lá encontrei a Escola de Música, super bem conservada, vejam só:
Confiante na competência de nossos gestores culturais, passei pelo ginásio Totozão, interditado há mais de um ano. Como fiquei satisfeito em ver o cuidado que nossas autoridades tem com o dinheiro público. Reportagem da Folha também elogia o bom trabalho dos gestores: http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=94953
Vejam como está bem cuidada a entrada do Ginásio e seu jardim:
Finalizei meu passeio no Museu Integrado de Roraima. O ÚNICO museu do estado está fechado por tempo indeterminado. Um simpático recado na entrada presta contas ao distinto público:
Não entendo as críticas que fazem a nossos chefes do executivo, municipal e estadual. Afinal, o trabalho deles é tão bom que o povo os reelegeu! Infelizmente, não podemos reelegê-los de novo.. Que pena. Mas certamente nosso prefeito e nosso governador deixaram marcas profundas em nossa terra. Como Átila, o huno, e o furacão Katrina, suas passagens serão lembradas pela posteridade.
De minha parte fiquei tão emocionado com o trabalho de alta qualidade de nossos gestores que comecei a chorar. De raiva.




